Premiados BIS

Premiação de longas-metragens

Os jurados gostariam de começar dizendo que a diversidade de filmes que compõem a mostra de longa-metragens é, ao mesmo tempo, motivo para um elogio, mas causadora de uma dificuldade real. Estivemos à frente de filmes diversos em seus modos de produção, em suas propostas estéticas, em seus orçamentos.

Dito isso, nosso julgamento, sobre a categoria de som direto, Elon não acredita na morte teve um resultado que o leva a merecer o prêmio. Na categoria Efeitos sonoros, o mesmo filme também nos pareceu ter o maior destaque, sendo também o premiado.  Em Edição de som, o juri elegeu A mulher do pai. O mesmo filme também ganha melhor Mixagem.

Ainda sobre a diversidade dos filmes na mostra, gostaríamos de mencionar que há filmes não premiados nas categorias existentes no festival, e descritas acima, merecedores de uma menção honrosa. Por ter realizado um trabalho admirável em condições mais difíceis, os jurados premiam O touro. 

Na categoria de melhor Som, a premiação principal, o escolhido é Elon não acredita na morte. O juri gostaria de dizer que, dentro de uma decisão difícil, a escolha por Elon não acredita na morte se dá, em parte, como um reconhecimento por um trabalho bem realizado dentro de condições que não são as melhores no mercado cinematográfico brasileiro, em termos de infraestrutura.

Melhor som direto: Elon não acredita na morte

Melhor efeitos sonoros: Elon não acredita na morte

Melhor ediçao de som: A mulher do pai

Melhor mixagem: A mulher do pai

Mençao especial: O touro

Melhor som: Elon não acredita na morte

 

Premiação de curta-metragens

Menção honrosa
As Ondas – Fábio Andrade (edição de som), Roberto Leite (mixagem), Breno Poubel (assistência de mixagem)
Pela proposição de uma experiência que é tanto fotossensível quanto fonossensível, concede-se Menção Honrosa para Fábio Andrade, Roberto Leite e Breno Poubel, pelo filme As Ondas (2016), de Juliano Gomes e Léo Bittencourt.

Melhor Captação de Som
Tronco – Gabriela Cunha (som direto)
Pela forma como o som direto contribui para o desenvolvimento de uma narrativa em que os diálogos desempenham um papel central para a representação de conflitos familiares, o prêmio de Melhor Captação de Som vai para Gabriela Cunha, pelo filme Tronco (2016), de Luna Grimberg e Leonardo Rocha.

Melhor Efeito Sonoro
Cumieira – Gustavo Guanaes (desenho de som e mixagem)
Pelo destaque aos ruídos na construção de um retrato do cotidiano dos personagens em seu espaço de trabalho, o prêmio de Melhor Efeito Sonoro vai para Gustavo Guanaes, pelo filme Cumieira (2015), de Diego Benevides.

Melhor Edição de Som
A moça que dançou com o diabo – Léo Bortolin (edição)
Pela boa pontuação dos elementos sonoros na narrativa fílmica, o prêmio de Melhor Edição de Som vai para Léo Bortolin, pelo filme A moça que dançou com o diabo (2016), de João Paulo Miranda Maria.

Melhor Mixagem de Som
A clave dos pregões – Guga Rocha (mixagem)
Pela exploração criativa e inventiva do material sonoro para a construção da paisagem urbana, o prêmio de Melhor Mixagem de Som vai para Guga Rocha, pelo filme A clave dos pregões (2015), de Pablo Nóbrega.

Melhor Som
Stanley – Gian Orsini (som direto), Rafael Borges (edição e mixagem de som), Bruno Alves (microfonista)
Pela boa construção de todos os aspectos da trilha sonora do filme (entendida como articulação entre música, ruídos e fala), o prêmio de Melhor Som vai para Gian Orsini, Rafael Borges e Bruno Alves, pelo filme Stanley (2016), de Paulo Roberto.